Excetuando as construções funcionais, escolho falar apenas sobre o que gosto de pensar, e a realidade é que não gosto de pensar sobre tantas coisas. Me contento em dar atenção àquilo que me vem, e tais não são tantas nem universalmente relevantes.
Às vezes me leio lendo Pessoa, Cecília, Bandeira, Borges, Hesse, Kundera, Tillich, Alves, Nietzsche, como se lhes fora concedido acesso prévio às minhas idéias, e anacronicamente me plagiassem. A impressão é a de simplesmente por meio desses encontrar a melhor maneira de dizer aquilo que sempre quis, sem no entanto poder. Isso acontece quando não preciso ser convencido, mas suavemente encontro em suas palavras as minhas. Não se me explicam as palavras ou defendem-se argumentos, tão somente as encaixo. Raras vezes a surpresa de uma descoberta acompanha tais leituras. Assinto acenando com a cabeça e silenciosamente exclamo, quando muito: Isso!
Mas não me julgue por julgar saber, porque pra mim saber não é tanto.
Importante é como dizer.
Já ouvi em ódio do amor, e apanhei por amor em estado de puro ódio...
A concatenação das palavras não depende da fé em seus fundamentos, ou de uma estrutura filosófica coerente, precisa antes de bom gosto. A criatividade não está ligada a como se é, mas como se expressa, a verdadeira identidade. Se É sendo, já que quando a identidade assume exclusivamente uma posição, se perde. O que se diz é diferente do que se quer dizer e o que se quer dizer, nem sempre é fiel aquilo que motiva esse querer, querer esse que quase nunca explica aquilo que é aquele que quer, no máximo corresponde a um desejo ou uma necessidade, isso se ambos não forem a mesma coisa.
Mas quando, como já destaquei, pela funcionalidade tenho que mencionar o que outro disse, sem que eu com ele diga, prefiro mesmo mencionar quem disse, não quero que pareça eu dizendo. Para todos os outros, sou eu quem digo.
Às vezes me leio lendo Pessoa, Cecília, Bandeira, Borges, Hesse, Kundera, Tillich, Alves, Nietzsche, como se lhes fora concedido acesso prévio às minhas idéias, e anacronicamente me plagiassem. A impressão é a de simplesmente por meio desses encontrar a melhor maneira de dizer aquilo que sempre quis, sem no entanto poder. Isso acontece quando não preciso ser convencido, mas suavemente encontro em suas palavras as minhas. Não se me explicam as palavras ou defendem-se argumentos, tão somente as encaixo. Raras vezes a surpresa de uma descoberta acompanha tais leituras. Assinto acenando com a cabeça e silenciosamente exclamo, quando muito: Isso!
Mas não me julgue por julgar saber, porque pra mim saber não é tanto.
Importante é como dizer.
Já ouvi em ódio do amor, e apanhei por amor em estado de puro ódio...
A concatenação das palavras não depende da fé em seus fundamentos, ou de uma estrutura filosófica coerente, precisa antes de bom gosto. A criatividade não está ligada a como se é, mas como se expressa, a verdadeira identidade. Se É sendo, já que quando a identidade assume exclusivamente uma posição, se perde. O que se diz é diferente do que se quer dizer e o que se quer dizer, nem sempre é fiel aquilo que motiva esse querer, querer esse que quase nunca explica aquilo que é aquele que quer, no máximo corresponde a um desejo ou uma necessidade, isso se ambos não forem a mesma coisa.
Mas quando, como já destaquei, pela funcionalidade tenho que mencionar o que outro disse, sem que eu com ele diga, prefiro mesmo mencionar quem disse, não quero que pareça eu dizendo. Para todos os outros, sou eu quem digo.
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