[Ao completar 28 anos, com um violão debaixo do braço e as mesmas canções...]
Quando eu canto, hoje, é diferente.
A ausência marcante de uma marcação não me desespera ou me faz inventar sons que não existem.
O silêncio da natureza não me incomoda mais.
Aquela insegurança pela ausência de determinações na vida, pra vida,
não me constrange hoje a nada.
O tal contentamento descontente é em mim o fruto de uma determinação indeterminada.
Não sirvo pra nada!
Não quero servir pra nada!
E cercado por um mundo de valiosas pessoas inevitavelmente relevantes, engajadas e úteis.
Gostaria de não ter meus valores medidos pelo nível da minha adequação à qualquer coisa. Gostaria, antes, de ser um criador de coisas.
Frases, espaços e emoções.
Pequenas coisas.
Não quero os adequados, menos ainda os bons.
Não por despeito por não conseguir tê-los, mas por ser amado apenas tendo-os.
Quero o todo.
Hoje é um e todo dia.
Morri tantas vezes em vida, quanto vivi avidamente, com paixão a morte.
Hoje, quando não morro vivendo, vivo morrendo.
O importante é que morro e que vivo.
O ciclo que alimenta a existência.
Por razões diferentes, evidentemente, ou sem razão alguma.
Acho que...no fim, ou no meio, é a mesma coisa...tanto faz...ou nada.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 ...:
Postar um comentário