Definitivamente não sou um profeta.
Só agora consigo me expressar.
Antes, paralizado pela dor de apenas assistir a dor não fui capaz de dizer o que sentia.
Agora também não sou.
O fato de ser a morte a maior certeza não diminui o terror da morte horrenda.
O nosso maior medo, a morte horrenda.
Morrer pelo outro, pelo louco, por nada, inocente, humilhado.
Uma existência inteira vinda e por vir abandonada, roubada.
Reconhece-los anjos não ameniza, agrava.
Não ter a justiça, a vingança, não conforta, mas enfia goela abaixo o fel.
O amargo de não sermos Deus, de sermos humanos, e termos sido vencidos.
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